Inúmeros são os tipos de neoplasias malignas que podem acometer o sistema reprodutor feminino, porem vamos destacar neste blog as mais frequentes, são eles:

  • Neoplasia maligna do colo uterino (carcinoma espinocelular de colo uterino);
  • Neoplasia maligna do endométrio (adenocarcinoma de endométrio);
  • Neoplasia maligna do corpo uterino (sarcoma uterino);
  • Neoplasia maligna das tubas uterinas;
  • Neoplasia maligna ovários (tumores ovarianos epiteliais, tumores ovarianos estromais, tumores ovarianos de celulas germinativas).

 

Neoplasia maligna de colo uterino

Existem na literatura médica muitas evidências relacionando a neoplasia maligna do colo uterino (carcinoma espinocelular de colo uterino) com a infecção pelo vírus HPV (Papiloma vírus humanus), principalmente os subtipos 16 e 18.

O diagnóstico da neoplasia maligna do colo uterino é feito através dos exames de colpocitologia oncótica (papanicolau), colposcopia e biopsia do colo uterino.

Nas últimas décadas podemos presenciar um crescente aumento do número de mulheres com neoplasia maligna de colo uterino, explicado pelo número crescente de mulheres com infecção pelo vírus HPV e pelo grande número de pacientes com síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) em decorrência da epidemia mundial do vírus HIV.

É sabido que pacientes com imunodeficiência ou em uso de medicamentos imunossupressores a prevalência de neoplasia maligna do colo uterino é maior que a população saudável.

Atualmente além de campanhas de rastreamento e prevenção do câncer de colo uterino (exame de papanicolau) também dispomos de campanhas de vacinação de meninas e meninos jovens (11 a 14 anos) nas unidades de saúde de todo Brasil.

Apesar de todas estas campanhas o câncer de colo uterino ainda é altamente incidente na população brasileira.

O tratamento do câncer de colo uterino depende principalmente do seu estadiamento e do desejo reprodutivo da paciente.

Este pode ser realizado através de cirurgia como conização e traquelectomia (nos casos iniciais) e histerectomia total ampliada (cirurgia de wertheim Meigs) nos casos mais avaçados.

A quimioterapia e a radioterapia estão indicadas principalmente nos casos de estadiamentos mais avançados.

Com o avanço das técnicas cirúrgicas, principalmente com a plataforma robótica, as equipes medicas podem realizar o procedimento cirúrgico com maior precisão.

Lembramos que a opção pela técnica cirúrgica tradicional (laparotomica) ou pelas técnicas minimamente invasivas (laparoscopia ou robótica) depende do treinamento da equipe cirúrgica em realizar uma técnica ou outra, disponibilidade de materiais e equipamentos e principalmente das condições clinicas da paciente.

 

Neoplasia maligna de endométrio

Este tipo de neoplasia é mais incidente em mulheres nos pós menopausa (acima dos 50 anos) com alto índice de massa corporal e diabéticas.

O principal sintoma deste tipo de neoplasia é o sangramento em mulheres já menopausadas.

O diagnóstico é realizado pela de biopsia de endométrio através do procedimento de histeroscopia ou curetagem.

Assim como na neoplasia de colo uterino o tratamento depende do estadiamento da doença. Nos estadiamentos iniciais a histerectomia total ampliada (cirurgia de Wertheim Meigs) é a mais utilizada, enquanto nos estadiamentos mais avançados além do tratamento cirúrgico também devemos utilizar a quimioterapia e radioterapia.

Nos casos identificados inicialmente a porcentagem de cura é alta, chegando próximo a 95%.

 

Neoplasia de corpo uterino (sarcoma uterino)

Este tipo de neoplasia que acomete o corpo uterino principalmente em mulheres acima dos 45 anos, tem como principal diagnóstico diferencial os miomas uterinos, porém nos casos de sarcomas uterinos, geralmente apresentam rápido crescimento do volume uterino.

Assim como nas neoplasias apresentadas anteriormente, o tratamento depende do estadiamento inicial. O tratamento é realizado através da cirurgia radical associada a quimioterapia e radioterapia.

 

Neoplasia de tubas uterinas e ovários

Estudo recente tem demonstrado uma relação muito próxima entre os tumores malignos de ovários e tubas uterinas.

Alguns autores sugerem que as neoplasias ovarianas podem estar associadas a implantes de células tubárias no parênquima ovariano.

Frequentemente estes tumores são de difícil rastreamento e geralmente são diagnosticados em estadiamentos mais avançados.

O tratamento dos tumores ovarianos e tubarões depende do seu estadiamento inicial e tipo histológico.

O tratamento é realizado através de cirurgia radical associada a quimioterapia e radioterapia.

Muitas vezes em caos mais avançados a quimioterapia pode ser realizada antes da cirurgia com objetivo de diminuir o tamanho do tumor para então poder realizar a cirurgia.

Os tumores ovarianos são tumores com prognóstico muito reservado, principalmente por que o seu diagnóstico é realizado em estadiamentos avançados, porém com avanço nas técnicas cirúrgicas e medicamentos quimioterápicos, as taxas de sobrevida e cura tem se mostrado animadoras.


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